terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cada vez mais este espaço serve para "organizar ideias".
No Domingo passado fui buscar o meu marido ao aeroporto como era costume. Com saudades; vontade de saber as novidades; de ouvir as reclamações do costume.
Trazia um semblante pesado. Sei que estamos todos numa fase sensível. Afinal, viver sem certezas de nada não traz ninguém tranquilo.
Quando comentei, um pouco na brincadeira, "parece que não queres estar aqui connosco!", a resposta foi sobre as preocupações e da necessidade de se afastar um pouco.
A semana foi passando e o afastamento parecia ser permanente.
Quinta feira à noite, sem qualquer aviso: "desculpa o que te ando a fazer. Não é justo. Quero-me separar!"
Sem mais a minha vida desmoronou. 18 anos. Sem hipótese de fazer nada. Um facto consumado.
Dissemos às crianças no dia seguinte. Honestamente não sei o que dissemos às crianças!
O nosso filho fez 11 anos dois dias depois. Tínhamos 3 semanas de férias de Natal programadas. 
E agora?
Agora... azar!
Após muitas explicações que só me deixaram mais confusa, o resumo foi: o amor morreu; o que sinto por ti agora não justifica estar casado contigo. Tenho muito carinho por ti. És a mãe dos meus filhos! (nesta fase apeteceu-me matá-lo). Preciso de me afastar. Tens que me deixar afastar. Há casais que se separam e depois percebem que devem estar juntos. 
Nunca deu um prazo razoável. A única coisa que repetia era que não sabia o que ia acontecer!
Não quer os papeis da separação nem os do divórcio. Diz que não deve nada ao Estado! Pois não. Deve-me a mim! Diz que se eu tratar dos papeis do divorcio não me pode dizer que não porque não se sente nesse direito, depois de me ter posto nesta situação!
Não consigo continuar a escrever.
Tinha esperança que isto servisse para me organizar mas, por enquanto, só serviu para aumentar a dor.
Até breve.